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quarta-feira, 13 de Março de 2013

O negacionismo



Há dois anos o último governo de José Sócrates caiu, onde há muito em Portugal não caiam os governos: na rua.
Claro que para os negacionistas do PS fica bem soltar uma gargalhada, e garantir que não foi nada disso, a culpa terá sido de quem posteriormente não votou favoravelmente um PEC  criado e gerido para ser chumbado na AR, no que terão o apoio veemente dos que pensam a História uma cousa de gabinetes, reuniões, políticos, acordos, desacordos, troikas e outras ilusões. Negacionismo que alacançou todo o seu explendor nesta imagem canciana, tão bem titulada de “coisas verdadeiramente inexplicáveis“:
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Ficando a dois passos do ridículo e roçando sempre o caricato, o negacionismo entre nós teve outros esplendores:  o 25 de Abril enquanto golpe de estado não teria sido tão simples se a negação da realidade não estivesse estacionada na Pide/Dgs, que nem a avisos de congéneres estrangeiras ligou importância e viu o Março das Caldas como um ponto final na contestação de meia-dúzia de tropas acometidos de cobardia colonial.
Segue assim sendo. Convenientemente reabilitados do susto com a negação sistemática da evidência, seguem tranquilos os arautos do regime, não se passou nada a 2 de Março como nada ocorreu em Setembro, apenas propaganda desastrosa da esquerda mentirosa. Para a tranquilidade ser completa os distúrbios emocionais  são dos outros, ninguém no mundo anda a utilizar substâncias radioactivas para eliminar adversários, a CIA nunca teve ordem para abater presidentes estrangeiros legitimamente eleitos (não sendo hoje tempo para pinochetazos), Chávez não tinha nada que ganhar 15 eleições para disfarçar o terrível ditador que era, e finalmente em Portugal está tudo bem, o povo é sereno e de brandos costumes.[...]

A ler totalmente aqui.

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